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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Fim de semana

Final do dia, final de sexta.

Em quase nove anos na Guarda Municipal, nunca tive esse gosto com a chegada do final de semana. Sempre trabalhei no esquema 12x36, nunca tive fim de semana.
Hoje espero ansiosamente pela sexta à noite, que prenuncia o sábado, que vou passar na cama até mais tarde, poder relaxar, me arrumar, passear, fazer as coisas que eu quero.

Mas também nunca tive prazer assim em trabalhar. Todo mundo tira 30 dias de férias desejando mais e mais, mas eu concluí, do alto dos meus 6 meses afastada pela psiquiatra, que sem trabalhar, vc não pode descansar, não tem prazer no descanso, no fazer nada.
É só uma repetição de dias tediosos em que vc não tem nada pra fazer. Sem responsabilidades, sem horários, sem folgas, tudo vira uma rotina chata, enfadonha.
Vc acaba não fazendo nenhuma das centenas de coisas que gostaria de fazer caso estivesse de folga....

Só o trabalho te dá esse prazer de folgar, de nada fazer.

Trabalhar pra folgar, pelo dinheiro, claro, mas com tempo pra gastar.
Isso é meu ideal de trabalho. Se puder ser com algo que eu goste, tanto melhor, mas enquanto é com o que dá, vamos nos divertir no serviço.

Eu dou muitas risadas com meus colegas, mesmo que às vezes sinta falta de estar sozinha. Sem isso de estar acompanhada também, não posso apreciar a solidão!!!

sábado, 24 de julho de 2010

Sábado, dia de me cuidar, de cuidar da casa....
Ai, tanta coisa pra fazer, que nunca dá tempo de fazer tudo.

Eu penso se queria mais tempo pra ficar em casa, mas depois de passar 6 meses afastada do trabalho, descobri que se vc não faz nada a semana toda, não tem como aproveitar o tempo livre. O prazer de ficar sem fazer nada só vem se vc faz muito o tempo todo.

Sem meu trabalho eu não teria como aproveitar as folgas...... mesmo que elas acabem sempre parecendo curtas, se prolongar, perde a graça.

Então o jeito é aproveitar pra me cuidar de montão.
Almoçar, cuidar do cabelo, das unhas.

Tirar fotos dos resultados de tudo isso, claro!

Lembro de um tempo em que celulares com câmeras não existiam, nem câmeras digitais.
Ah, o que eu não daria pra ter algum registro mais da minha mãe, do meu pai, do meu irmão idiota ainda menino, da minha avó que me criou... Como eu gostaria de ter um registro em vídeo deles.... lembrar da voz da minha mãe...
Mas essas coisas ou não existiam ou eram uma fortuna em 1988, então, fora de cogitação pra uma recepcionista de dentista e um ajudante geral da prefeitura.

Mas como agora tenho, registro tudo o que posso, quero relembrar tudo e poder talvez mostrar pra um filho um pouco da minha vida adolescente com quase 30.


Saudosismos à parte, estou com meus pés laranja!!! Rssss.

xareu, da Impala, de noite parece fluor